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Itinerário brasileiro de um analista do discurso
A enunciação a cada momento da vida

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Faz muito tempo, um Francês foi comido por habitantes autóctones deste país.
Vários séculos depois, um outro Francês chegou a esta terra convidado por outros sujeitos, oriundos de vários momentos de imigração.
Este Francês não foi comido (bom, depende em que sentido), mas completamente absorvido, fagocitado pelo sentimento/ afeto brasileiro.

Ao chegar pela primeira vez ao aeroporto de São Paulo, perguntou a um carregador se ele podia levar sua mala até um táxi. Ele respondeu “Eu acho que sim”. “Acho que”, ato de modalização enunciativo.
Ele, o Frances, pensou : esta gente sabe o que é a enunciação.

Depois, pegou um táxi e perguntou se a praça da República, onde ficava seu hotel, estava longe. O motorista respondeu : “Está pertinho”.
Depois de uma hora, perguntou novamente se ainda estava longe, e novamente o motorista lhe respondeu “pertinho”. Mas teve que rodar por mais meia hora.
O Francês pensou : esta gente não tem o mesmo sentido do tempo que o nosso, ainda mais porque o motorista falou numa modalização afirmativa.

Finalmente esse Francês chegou ao hotel, e lá, perguntou se era possível ter um apartamento com uma cama grande.
“Não vai ser possível, disse o recepcionista, porque o hotel está lotado”, e desapareceu.
Mas, um minuto depois ele voltou e disse : “Eu acho que vai ser possível, se o senhor aguardar uns minutinhos.”
Bom, foram uns minutinhos transformados em minutões, mas conseguiu um apartamento com cama grande, e mais uma vez, observou duas coisas : que o sentido do tempo também não era o mesmo que o seu, e que as pessoas aqui costumam modalizar.
Isto foi confirmado durante toda sua estadia, porque ouvia que nas conversas entre brasileiros as pessoas diziam « ach’ que sim, ach’ que não » ; « o que é que você acha ? Eu ach’ que… » Os Brasileiros devem ser os campões da modalização “elocutiva”.

Depois do seminário que nosso Francês fez na USP (porque era professor na universidade de Paris), devia vir aqui ao Rio, para fazer umas conferências, convidado pelo professor Celso Cunha.
Quando se apresentou na universidade, a secretária com que falou disse para ele que não havia nada em seu nome, que não havia conferência prevista, ou seja, que ele não existia.
O Frances pensou : aqui a comunicação não deve funcionar bem.
Agora, no momento em que não sabia o que fazer, apareceu um outro professor (que está aqui presente) e que, num piscar de olhos, resolveu todos os problemas : a conferência, o hotel, o pagamento da conferência para o qual tinham que chegar ao banco antes das 5 da tarde.
E eram as 5 da tarde. Pois chegaram no momento que estava fechando, tendo mesmo que mergulhar sob a porta que estava fechando.
Ele pensou : decididamente, aqui as pessoas não têm a mesma maneira de resolver os problemas. O que é possível aqui em pouco tempo é impossível na França.
Além disso, começam sempre dizendo que não é possível e depois dizem que acham que é possível.
Ele pensou que o verbo “achar” era mágico, ou que pelo menos produzia efeitos mágicos. Tudo questão de enunciação.

Nessa mesma ocasião, no Rio, alguém lhe aconselhou ir ver um espetáculo bem brasileiro no Canecão, onde então estava Sargentelli com suas mulatas. Foi sozinho.
Que pode fazer uma pessoa sozinha num lugar como esse se não é ficar bebendo cachaça ?
Então, depois de dez ou doze cachaças, não se lembrava de nada. Somente que num momento estava dançando ao ritmo de « O Rio de Janeiro continua lindo », em meio às mulatas, e depois acordou na sua cama do hotel, todo vestido, e com seu dinheiro no bolso.
Que pode ter acontecido ? Vocês imaginam se ele esteve com uma mulata e que ela dissera "Eu acho que sim.." ? Uma perda de enunciação.

Poucos dias mais tarde, quatro sujeitos assaltaram nosso Francês nas ruas do Rio para lhe tirar seu dinheiro.
Isso se resolveu com um ato de enunciação radical, porque ele disse para os assaltantes : « eu ach’ que vou me zangar ». E deu um grito tão forte, (um grito de karaté), que eles saíram correndo.
Depois, quando chegou ao hotel e contou para o recepcionista sua aventura, o recepcionista disse assim : « Eu ach’ que o senhor teve muita sorte, porque agora pode contar sua aventura. Boa noite senhor ».

Nos anos noventa, esteve outra vez no Rio. Então, estava escrevendo a “Grammaire du sens et de l’expression” (da qual vocês têm uma parte no livro Linguagem e discurso : modos de organização , traduzido e adaptado por um grupo do CIAD e um grupo do NAD).
Pensou que, para ter inspiração, tinha que ir ao país do « ach’ que sim, ach’ que não ».
Por isso, ele diz que essa gramática, apesar de tratar da língua francesa, tem algo de brasileiro, particularmente no capítulo das modalidades enunciativas.

Mais tarde, na metade dos anos noventa (1994), foi quando começou um programa de cooperação científica (CAPES/COFECUB) com a UFMG, em Belo Horizonte.
Esse programa teve tanto sucesso que foi prolongado duas vezes pelas instâncias administrativas da França e Brasil, que foi um caso excepcional. Nesta ocasião se criaram o "Núcleo de Analise do Discurso" (NAD) na UFMG, e o "Centro Interdisciplinar de Analise do Discurso" (CIAD) na UFRJ.
Assim, tendo a oportunidade de ir regularmente a Belo Horizonte, e paralelamente de passar pelo Rio, começaram (ele e os colegas da UFMG e da UFRJ) todos juntos a elaborar teorias de análise dos discursos em torno a uma concepção semiolingüística da linguagem, com os seus componentes enunciativos, comunicativos e pragmáticos.
E ele, aproveitou para observar e estudar as características de identidade do sujeito brasileiro através da observação dos seus comportamentos e da sua maneira de falar, os chamados "rituais sociolinguageiros".

Alguns exemplos :
- As pessoas têm uma maneira de se relacionar umas com as outras muito efusiva (como quando se saúdam, se balançam como se estiveram dançando o samba). Tão efusiva ao demostrar amizade, que, em contraste, tem dificuldade em protestar ou expressar um desacordo frente a cara com o interlocutor. Então, desenvolvem umas estratégias enunciativas muitos sutis para evitar de lhe agredir verbalmente.

- Uma vez, nosso sujeito Francês estava numa farmácia do Bulevard Saint-Michel em Paris. E entra um grupo de brasileiros (os brasileiros se reconhecem imediatamente quando estão num país estrangeiro), e um deles perguntou onde ficava a rua Cujas. E o farmacêutico respondeu : « aqui não é uma agência de turismo ».
Os brasileiros ficaram abismados. Felizmente, o Francês abrasileirado estava lá, e como o Zorro do filme, consertou a situação.
Um mês mais tarde, encontrava-se nas ruas de Belo Horizonte na mesma situação.
E perguntou a um cabeleireiro que estava trabalhando num salão aberto na rua, onde ficava a rua Sant’Ana, e se era longe.
O cabeleireiro respondeu que era pertinho e, com a tesoura e o pente na mão, abandonando seu cliente, o acompanhou até a rua Sant’Ana (que era bastante longe).
O Frances pensou : « aqui, os rituais de relação não são os mesmos que na França, e o sentido do tempo e das distancias também não.

- Outro exemplo dessa questão das relações sociais : uma vez veio ao Rio para animar um seminário com alguns colegas da UFRJ, convidado (uma vez de mais) pelo professor Celso Cunha. Mas, a universidade estava fechada, em greve. Ele pensou, que problema !
Pois não foi problema. Reuniram-se na casa particular de um dos professores, e fizeram o seminário no seu salão, bem sentados, com petiscos e cachaça.
Vocês podem imaginar que o ambiente foi muito caloroso, e isso durante três ou quatro dias. Ou seja, aqui as relações privadas e profissionais podem se misturar sem nenhum problema.
Mas, mais tarde, o Francês descobriu que quando os Brasileiros organizam um congresso, o faz tão perfeitamente que nem os Americanos que são os campeões da organização, não estão a altura. Perfeição, mas sempre com uma pitada de fantasia.
Da Enunciação

Agora, falando de mistura, vocês vêem como o processo de enunciação linguageiro se mistura com o próprio enunciado. Por que, finalmente, o que é a enunciação ?

Há duas concepções de enunciação, segundo o ponto de vista em que a considerarmos, da língua ou do discurso, embora as duas estejam intimamente ligadas (ver no Dicionário de Análise do Discurso , o verbete "Enunciação" por Dominique Maingueneau).

Do ponto de vista da língua, a enunciação foi definida pelos textos de Emile Benveniste, considerados como fundadores.
Este postula a presença dos sujeitos Eu e Tu como determinante do próprio ato de linguagem, na medida em que falar, é sempre, para um locutor Eu , dirigir-se a um interlocutor Tu (individual ou coletivo, presente ou ausente), o qual pode, por seu turno, tomar a palavra.
Estabelece-se assim, entre eles, uma relação de reciprocidade assimétrico : não há Eu sem Tu , não há Tu sem Eu.
A partir deste princípio de funcionamento da linguagem – que determina a presença do « homem na língua » –, Benveniste descreve o que ele chama de « aparelho formal da enunciação », isto é, o conjunto das marcas lingüísticas que exprimem, de uma maneira ou de outra os diferentes posicionamentos do sujeito falante em relação com seu interlocutor e com o que ele diz.
Assim, acham-se no centro desse aparelho formal :

- os pronomes pessoais de 1a e 2a pessoas (posicionamento dos locutores),

- os tempos dos verbos e os advérbios de tempo (posicionamento no tempo),

- os dêiticos (posicionamento em relação ao espaço),

- os verbos e advérbios de modalidade

- o discurso relatado (configurando um posicionamento com relação ao enunciado),

- e, por fim, os adjetivos afetivos (posicionamento em relação à subjetividade do locutor).
Essas marcas são descritas e estudadas em nosso livro Linguagem e discurso : modos de organização .

Do ponto de vista do discurso , a enunciação engloba a totalidade do ato de linguagem. A enunciação é o processo pelo qual um sujeito falante encena o seu dizer, em função de diversos parâmetros :

- a situação de comunicação em que se encontra,

- a imagem que ele faz de seu interlocutor para calcular os efeitos que quer produzir,

- o universo de saber que presume compartilhar com seu interlocutor e aquilo que, a partir desse universo, pretende transmitir ( interdiscurso e dialogismo ).
Este conjunto de parâmetros constitui um dispositivo comunicacional que dá instruções discursivas ao sujeito falante, e é em função dessas instruções que encenará sua organização enunciativa.

ESQUEMA

Entretanto, não se deve confundir esse dispositivo com o ato de encenação do discurso. O dispositivo faz parte das condições contratuais de produção do ato de linguagem, com as instruções que fornece ao sujeito, mas não corresponde à sua totalidade.
É por isso que convém distinguir ato de comunicação (englobante) e ato de enunciação (especificante), que correspondem à situação de comunicação e à situação de enunciação .
A primeira é constituída pelos parâmetros do dispositivo socio-comunicacional que dão instruções ao sujeito falante.
A segunda é o resultado da maneira pela qual o sujeito falante utiliza essas instruções para pô-las em cena.

Vê-se então como se articulam a concepção comunicacional e discursiva, e a concepção lingüística da enunciação.
A concepção comunicacional e discursiva é a que predomina, pois é ela que determina o ato de linguagem em situação, através das instruções discursivas.
A partir de aí, o sujeito pode se valer das marcas lingüísticas da enunciação que lhe fornece o aparelho lingüística para expressar-se.

É com base nessa distinção que se pode diferenciar a situação de comunicação midiática e a situação de enunciação jornalística :

- a primeira concerne às características do dispositivo, o qual implica uma instância de produção midiática e uma instância público, ligados por uma visada de informação ;

- a segunda corresponde à maneira pela qual o enunciador jornalista põe em cena o discurso de informação dirigido a um destinatário que, mesmo sendo imposto pelo dispositivo, é imaginado e construído por esse enunciador.

O dispositivo da situação de comunicação midiática atribui ao sujeito jornalista um certo número de papéis :

- é aquele que busca informações, o que o leva a organizar-se para ir até as fontes dessas informações (em rede com as Agências de imprensa, com os correspondentes in loco , enviados especiais, informantes) ;

- o papel de fornecedor de informações, pois seleciona as informações conseguidas em função de um conjunto de critérios (ver abaixo a dupla finalidade estratégica) ;

- o papel de transmissor de informações, o que o leva a encenar as informações selecionadas em função de visadas de efeito, jogando com diferentes maneiras de descrever e de contar ;

- o de comentarista dessas informações, o que o leva a produzir um discurso explicativo que tenta estabelecer relações de causa e efeito entre os acontecimentos (ou as declarações) relatados ;

- enfim, o de provocador de debates destinados a confrontar os pontos de vista de diferentes atores sociais.

Esses papéis são desempenhados em função da dupla finalidade que define a comunicação jornalística :

- uma finalidade ética de transmissão de informações em nome de valores democráticos : é preciso informar o cidadão para que este participe da vida pública ;

- uma finalidade comercial de conquista do maior número de leitores, ouvintes, telespectadores, pois o organismo de informação é submetido à concorrência e só pode viver (sobreviver) sob a condição de vender (ou granjear receitas publicitárias).
A finalidade ética obriga a instância de produção a processar a informação, a relatar e comentar os acontecimentos com a maior credibilidade possível : está sobredeterminada por uma condição de credibilidade.
A finalidade comercial obriga a instância midiática a processar a informação de modo a captar o maior número possível de receptores : acha-se sobredeterminada por uma condição de captação.

Esses dados do dispositivo midiático atribuem ao sujeito jornalista, na qualidade de enunciador, algumas instruções discursivas que podem variar segundo privilegiem a condição de credibilidade ou a de captação :

- Primeiramente , instruções sobre o posicionamento enunciativo , levando em conta o possível « engajamento » do sujeito enunciador : a condição de credibilidade exige que este não tome partido – daí uma modalidade delocutiva da atitude enunciativa que deve apagar o Eu sob construções frásticas impessoais e nominalizadas.
Não se trata da objetividade propriamente dita, mas do jogo da objetividade pelo apagamento enunciativo. Entretanto, a condição de captação o levará, por vezes, a tomar posição.

- Segundo , uma vez selecionado o acontecimento, trata-se, para o jornalista, de relatar os fatos da maneira mais precisa possível, com um ponto de vista de narrador externo que procura descrever fielmente a sucessão dos fatos.
O mesmo acontece com a atividade que consiste em relatar pronunciamentos, declarações, discursos e as reações que estes provocam.
A encenação do chamado « discurso relatado » ou « discurso reportado » deverá satisfazer, igualmente, a um princípio de distância e de neutralidade que obriga o relator jornalista a apagar-se, e cuja marca essencial é o emprego das aspas, destacando o que é relatado.
Isso corresponde à submissão à condição de credibilidade . Entretanto, esses princípios de distância e de neutralidade nem sempre são respeitados, quando predomina a submissão à condição de captação .

Agora, o discurso jornalístico não pode contentar-se em apenas relatar fatos e discursos.
Seu papel vai além : é também o de explicar o porquê e o como , com a finalidade de esclarecer o cidadão.
Daí decorre uma atividade discursiva que consiste em propor um questionamento, em elucidar diferentes posições e tentar avaliar cada uma delas.
Uma vez mais, a condição de credibilidade exige que o jornalista enunciador – que é, muitas vezes, especialista ou cronista – que explique sem tomar partido e sem intenção de influenciar seu leitor em tal ou qual direção.
Trata-se, no entanto, de um exercício quase impossível, pois esse discurso não poderá ser nem didático , nem demonstrativo nem persuasivo .
Sem contar que a condição de captação desvia, muitas vezes, essas explicações para tomadas de posições e para explicações que se mostram bem mais dramatizantes do que esclarecedoras.

Enfim, como a vida em sociedade num regime democrático se caracteriza por alimentar o espaço público de discussão para melhor deliberar e decidir de sua ação cidadã, a instância jornalística assume a iniciativa de animar esse debate, através da organização de encontros de personalidades políticas, de debates entre políticos e diferentes instâncias cidadãs, de entrevistas concedidas por essas pessoas, de tribunas de opinião, etc.
Segundo as formas tomadas por esse debate social, o papel do jornalista é variado :

- pode ser completamente apagado quando passa a palavra a pessoas externas ao jornal nas tribunas de opinião, ou quando se contenta em desempenhar o papel de “cronômetro”, de distribuir o tempo de fala nos debates televisivos ;

- pode se fazer presente na maneira de conduzir uma entrevista e de interpelar os atores da vida social.
Aqui, os princípios de distância e de neutralidade são ainda mais difíceis de manter, pois é o jornalista que se encarrega da seleção dos convidados externos, da distribuição das falas, e é ele que, com suas perguntas, impõe os enquadres de questionamento.
Muitas vezes, a condição de captação pode levar o jornalista a exacerbar os antagonismos de maneira a provocar uma polêmica que tem mais a ver com um espetáculo de pugilismo do que com um debate de opiniões.

Assim, quando se pretende analisar o discurso das mídias, é necessário levar em consideração essas diferentes características situacionais e enunciativas, visto que o discurso jornalístico não deve ser avaliado apenas pelo critério das marcas explícitas da enunciação. Seria uma atitude ingênua do analista do discurso, limitar-se a isso.
O posicionamento do sujeito enunciador, assim sendo, nem sempre é manifesto de maneira explícita, podendo até aparentar apagamento no momento exato em que impõe seu ponto de vista ao atribuir lugares e posições a seu destinatário.
Seu posicionamento depende de um conjunto de procedimentos discursivos (descritivos, narrativos, argumentativos) e de um conjunto de palavras cujo semantismo é revelador de seu posicionamento com relação a determinados valores, estando tudo relacionado com as condições situacionais de produção.
O lingüista do discurso, nisto, difere do lingüista da língua :

- deve conceder uma confiança relativa às marcas verbais, pois sabe que deve buscar o sentido para além do emprego das palavras e das construções frásticas ;

- deve buscar, por detrás da máscara do apagamento enunciativo, a máscara do posicionamento discursivo.

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Não vou prolongar essa exposição sobre a enunciação. Só queria lhes mostrar, através da história deste Francês, que a enunciação não é somente questão de marcas lingüísticas, mas sim um fenômeno mais geral da encenação do discurso, em cada momento da vida.

Quero terminar homenageando todos os que me permitiram descobrir este magnífico país e seu povo : primeiramente ao professor Celso Cunha graças a quem vim pela primeira vez ao Rio, e a todos os colegas do Rio, de Belo Horizonte e de São Paulo, assim como a todos os alunos que conheci, todos os colegas e alunos que se tornaram meus amigos. Não vou nomeá-los porque são muitos, mas agradeço a todos.

E agora ? « Eu sei que vou te amar, eu sei que vou sofrer a eterna desventura de viver, mas com a espera de viver ao lado teu, povo brasileiro, e voltar muitas vezes a Brasil »

Pour citer cet article
"Itinerário brasileiro de um analista do discurso
A enunciação a cada momento da vida"consulté le 19 décembre 2018 sur le site de Patrick Charaudeau - Livres, articles, publications.
URL: http://www.patrick-charaudeau.com/Itinerario-brasileiro-de-um.html
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